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Na última segunda-feira, passageiros e amantes da aviação comercial amanheceram com a triste notícia: A companhia inglesa Monarch Airlines abriu insolvência. Para trás ficam mais de 50 anos de história e muita história por contar, principalmente por aqueles que fizeram parte da companhia aérea.

Aeronaves de diversos fabricantes e modelos desenharam rotas que cruzaram de um lado para outro os céus do continente Europeu. Do Bristol 175 Britannia aos Airbus A321, hoje, o Jornal do Ar vai dar a conhecer as aeronaves que fizeram a história da Monarch Airlines.

Bristol 175 Britannia
Aeronave Bristol 175 Britannia em exposição no Imperial War Museum em Duxford, no Reino Unido  (Christopher Kern)

A Monarch iniciou suas operações em 5 de abril de 1968, realizando um voo charter de Luton, no Reino Unido para Madrid, na Espanha. Nesse primeiro voo, a companhia operou com um Bristol 175 Britannia 300, anteriormente operado pela também extinta Caledonian Airways.

Boeing 720B

A Monarch Airlines entrou da era a jato em 1971 quando adquiriu três Boeing 720B. O primeiro voo a jato da companhia aérea aconteceu no dia 13 de dezembro de 1971. Foi também nesta época que a Monarch fez uma revisão na pintura das aeronaves. Ainda no final da década de 1970, a companhia adquiriu quatro Boeing 707-120B, uma variante maior que o 720B.

BAC 1-11
BAC 1-11 no Aeroporto de Faro, Portugal, em 1986 (Pedro Aragão)

Ainda na década de 1970 e vivendo a era a jato, a Monarch que havia retirado da frota os Bristol 175 Britannia, adquiriu dois jatos BAC 1-11.

Boeing 737
O Boeing 737 foi a primeira aeronave nova a integrar a frota da Monarch (Flickr/Aero Icaros)

No final de 1980, a Monarch Airlines recebeu as suas primeiras aeronaves novas, acabadas de sair da fábrica – até então, a companhia só havia comprado aeronaves em segunda mão. Os aviões Boeing 737-200, foram adquiridos através de um contrato de leasing da operadora Bavaria Leasing, na época, uma unidade da Hapag Lloyde Airlines. Ao longo dos anos, a Monarch ainda adquiriu a variante 737-300.

Boeing 757
Os 757 da Monarch estavam equipados com motores Rolls-Royce RB211-535C (Aero Icaros)
A Monarch Airlines foi a primeira companhia aérea a encomendar os Boeing 757-200. A encomenda foi um passo importante para a transportadora que deixava de ser uma pequena companhia. A Monarch recebeu o primeiro 757 em 1983 e na primavera do mesmo ano realizou o primeiro serviço comercial com o jato, que coincidiu com a terceira mudança do esquema de cores das suas aeronaves.
Airbus A300
O A300 foi a aeronave que estreou a Monarch no mercado de aeronaves widebodies (Domínio Público)

Em 1990, a Monarch Airlines entrou no mercado de aeronaves de fuselagem larga (widebody), ao introduzir o primeiro A300-600R. A aeronave esteve em serviço comercial pela companhia aérea 23 anos, até ser aposentada em 2014.

McDonnell Douglas DC-10
A Monarch Airlines apenas adquiriu uma unidade do DC-10 (Ken Fielding)

Em 1998, a Monarch Airlines adquiriu um McDonnell Douglas DC-10. A aeronave trijato teve uma passagem rápida pela companhia, sendo aposentada e doada ao Parque de Observação da Aviação de Manchester em 2002. Neste mesmo ano, a Monarch lançava o quarto esquema de pintura da companhia.

Boeing 767
O Boeing 767 serviu para a expansão da frota de longo curso da Monarch Airlines (Dale Coleman)

Em 2005, a Monarch adquiriu através de um contrato de leasing com a My Travel Airways (atual Thomas Cook Airlines) um Boeing 767-300ER. A aeronave adicionada a sua frota serviu para rotas de longo curso. Em 2010, com o final do contrato de leasing, o Boeing 767 foi devolvido.

Airbus A320
A Monarch foi a primeira companhia aérea do Reino Unido a receber um A320 com a nova tecnologia de sharklets (Andy Mitchell)

O primeiro aeronave da família A320 da frota da Monarch Airlines chegou no dia 14 de março de 2013. Com a chegada do A320-200, a Monarch foi o primeiro operador do Reino Unido a receber a aeronave equipada com ‘sharklets’, dispositivo instalado nas pontas das asas que reduz o arrasto aerodinâmico, reduzindo assim o consumo de combustível e emissões de CO2.