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Antes uma companhia falida e sem futuro. Agora pertence à maior companhia aérea da Alemanha. A Lufthansa assinou na passada quinta-feira dia 12 de Outubro, um acordo de compra parcial da Air Berlin.

Após a queda da Monarch, a low-cost alemã era o próximo nome na lista. Declarou insolvência no passado dia 15 de agosto. Tal fenómeno aconteceu após a Etihad retirar o financiamento que havia sustentado a companhia alemã durante anos.

As ações caíram 34 pontos percentuais, juntando as inúmeras perdas de capital nos últimos anos. Sem este contrato, a segunda maior companhia da Alemanha não tinha outra alternativa se não cessar todas as operações.

O acordo de 210 milhões de euros garantiu a compra de 81 dos 144 aviões da Air Berlin. O trato mantém 3 mil dos 8500 postos de trabalho. A Lufthansa adquiriu ainda parte da subsidiaria austríaca Niki, com esta vem um conjunto de mais 20 aeronaves.

Air Berlin e Lufthansa. Duas Companhias que agora são apenas uma.
A Lufthansa airliner taxis next to the Air Berlin aircraft at Tegel airport in Berlin, Germany, October 12, 2017. REUTERS/Hannibal Hanschke

Com este investimento, a maior companhia aérea da Alemanha, pretende valorizar  Eurowings. Com esta compra, a subsidiária do grupo Lufthansa poderá utilizar as slots, como os voos antes realizados pela low-cost.

O contrato foi realizado pelas 10h00 em Lisboa. As ações da  Air Berlin subiram os 106,13 pontos percentuais. Cada ação vale neste momento 0,34 euros. Já a Lufthansa chegou aos 25,34 euros.

No entanto, ainda nada esta decidido. O chefe executivo da Air Berlin Thomas Winkelmann acredita que “este contrato garante novas oportunidades de emprego a longo prazo. Mas só poderemos respirar de alivio quando a Comissão Europeia aprovar o acordo”, referiu numa entrevista à agencia Reuters.

A companhia Air Berlin declarou insolvência após a Etihad retirar subsídios.
(Ralf Manteufel)

Quem não gostou deste negocio foi o Diretor Executivo da Ryanair Michael O’Leary. Este defende que “se trata de impedir que a Ryanair possa crescer na Alemanha, mas eles não vão nos impedir”.

O’Leary admite levar o caso às autoridades Alemãs. Caso não seja suficiente, pretende pedir intervenção judicial a Bruxelas. O presidente da Ryanair acredita que “esta operação viola as leis da concorrência”.

A comissão europeia afirmou que acompanhará o processo ao detalhe e intervirá, em caso de necessidade. É esperado que o veredicto seja divulgado até ao fim do ano.

A companhia Inglêsa EasyJet pretende fazer parceria com a Lufhtansa neste novo projeto. Esta encontra-se em conversações sobre a possível compra de 30 aviões da Air Berlin.

A juntar ao cardápio está a Condor e várias companhias que não foram evidenciadas. Estas pretendem adquirir o restante de uma companhia ao serviço há mais de 30 anos.